segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Educação Digital...."Informação e Entretenimento Juntos"
Usar tecnologias em sala de aula é trabalhar com um campo vasto e complexo, que precisa de conhecimento e domínio de ferramentas que auxiliem o professor a inovar a sua prática pedagógica e ajude a construir um novo cenário educacional, visando a qualidade de ensino e o processo ensino aprendizagem.O educador tem ao seu dispor rádio, tv, internet, dvd, jornais, câmeras fotográficas, filmadoras, entre outros recursos digitais e tecnológicos que contribuirão e enriquecerão as aulas e com certeza produzirão aulas mais atrativas, dinâmicas, inovadoras e transformadoras. Esses instrumentos da mídia estão cada vez mais dominando o espaço escolar e o ser humano de modo geral.Entretanto com tantos recursos tecnológicos a disposição, o educador deve saber filtrar e selecionar o melhor para cada conteúdo ministrado por ele em sala de aula.O educador deve ainda, buscar mecanismos para orientar seus discentes na busca do saber de forma coesa e construtiva, na construção do próprio conhecimento.O orientador deve ainda, propor novos desafios aos discentes, fazendo com que os mesmos possam transformar o contexto social ao qual está inserido, aplicando as informações e orientações recebidas em sala por parte do seu professor orientador. A tecnologia deve ser usada em sala de aula de forma enriquecedora e objetiva para proporcionar conhecimento aos discentes de forma prazerosa e criativa.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A Poesia da Minha Vida (Dedicada a Todos Meus Alunos)
Despedida Escolar
Em nome de companheiros
Que de partida aqui estão
Eu nestas quadras ligeiras
Cumpro espinhosa missão
Espinhosa assim partindo
Desta casa o nosso bando
Se os lábios louvam sorrindo
As almas louvam chorando
Aqui felizes passamos
Mais um ano de alegre vida
Com os passarinhos nos ramos
Das laranjeiras floridas
Aqui a nossa passagem
A lembrança se estampou
Contudo fica a imagem
De que foi mas não voltou
Mas que fazer nesta vida
Tudo está nas mãos de Deus
Como nos é dolorida
A triste palavra adeus
São cinco letras apenas
E os corações desencantam
Enchem-se as almas de pena
Enchem-se os olhos de prantos
Mestres adeus
Vosso peito tem para vós um cantinho
Todo enfeitado de palmas
De gratidão e carinho.
Adeus colegas chorando
Adeus ao lábio me vem
Não se deve nunca nem brincando
Dizer adeus a ninguém
Mestres adeus
Este hino foi me inspirado por Deus
Mas numa frase termino
Adeus a todos adeus
Em nome de companheiros
Que de partida aqui estão
Eu nestas quadras ligeiras
Cumpro espinhosa missão
Espinhosa assim partindo
Desta casa o nosso bando
Se os lábios louvam sorrindo
As almas louvam chorando
Aqui felizes passamos
Mais um ano de alegre vida
Com os passarinhos nos ramos
Das laranjeiras floridas
Aqui a nossa passagem
A lembrança se estampou
Contudo fica a imagem
De que foi mas não voltou
Mas que fazer nesta vida
Tudo está nas mãos de Deus
Como nos é dolorida
A triste palavra adeus
São cinco letras apenas
E os corações desencantam
Enchem-se as almas de pena
Enchem-se os olhos de prantos
Mestres adeus
Vosso peito tem para vós um cantinho
Todo enfeitado de palmas
De gratidão e carinho.
Adeus colegas chorando
Adeus ao lábio me vem
Não se deve nunca nem brincando
Dizer adeus a ninguém
Mestres adeus
Este hino foi me inspirado por Deus
Mas numa frase termino
Adeus a todos adeus
domingo, 11 de abril de 2010
De Olho no Enem 2010 (3º Formação A)

*****************************************************************************, estamos iniciando nosso projeto "De Olho no Enem 2010" peço a todos empenho e seriedade para resolução conforme orientações em sala de aula.Parabéns a turma pelos lindos comentários sobre nosso seminário....Quero dizer que confio muito na capacidade individual e coletiva de cada um de vocês. Um grande abraço....R...
Questões
1- Uma tartaruga percorreu, num dia, 6,05 hm. No dia seguinte, percorreu mais 0,72 km e, no terceiro dia, mais 12500 cm. Podemos dizer que essa tartaruga percorreu nos dias uma distância de: ..............................metros.
2. Num mapa, cuja escala é 1:3000000 a estrada Belém-Brasília tem 67 cm. Calcular em km a distância real.
3. Uma pessoa caminha com passadas iguais de 80 cm e com velocidade constante de 2m/s. Quantos passos ela dará em 60 segundos?
4. Para percorrer totalmente uma ponte de 100 metros de comprimento, um trem de 200 metros, a 60 km/h levará quanto tempo?
5. Um automóvel com velocidade de 80 km/h, percorre uma estrada em 1 hora e 30 minutos. Em quanto tempo o mesmo automóvel percorrerá 3/5 da mesma estrada com 25% da velocidade inicial?
6. Um trem de 400 metros de comprimento, tem velocidade de 10 km/h. Quanto tempo ele demora para atravessar completamente uma ponte de 300 metros de comprimento?
Saudações Rubro-Negras
R..........................
A Morte e a Morte de Quincas Berro D’água (Jorge Amado)
A Morte e a Morte de Quincas Berro D’água (Jorge Amado)
Sua obra explora os mais diferentes aspectos da vida baiana: a posse violenta da terra, com as conseqüências sociais terríveis, como ocorreu na colonização da zona cacaueira do Sul da Bahia, está magistralmente imortalizada em Cacau, São Jorge de Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim. Os tipos folclóricos das ladeiras de Salvador estão presentes em Tenda dos Milagres, Capitães da Areia, Mar Morto. A literatura engajada, comprometida com a ideologia política do Autor faz-se presente em Os Subterrâneos da Liberdade, O Cavaleiro da Esperança. Os perfis de mulheres extraordinárias que comovem e seduzem estão em Tieta do Agreste, Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e muitos outros... Primeiro é preciso que se tenha em mente o "descompromisso" do Autor com o registro formal culto, para se entender melhor o comentário que se faz constantemente sobre seu "estilo". Jorge Amado já se auto proclamou "um baiano romântico e sensual". É o que a crítica costuma rotular de contador de estórias. Não segue, intencionalmente, o rigor da técnica de construção literária e nem dá a mínima para as normas gramaticais e ortográficas. Incorpora, com a maior naturalidade, à língua escrita, termos e expressões típicas da língua oral e de sua Bahia idolatrada. Não espere o leitor, portanto, defrontar-se com um texto primoroso, regular, pasteurizado. Entretanto, quem se aventurar nos meandros de suas páginas, esteja preparado para o deguste de um texto saboroso e suculento que transpira a trópico, a calor, a vida. Suas histórias são tramadas sobre o povo simples e rude, numa língua que esse povo fala e entende. O texto que serve de suporte a este estudo centra-se na fixação dos tipos marginalizados para, por intermédio deles, analisar e criticar toda a sociedade. A ação dá-se, basicamente, em Salvador e gira em torno da boêmia desqualificada das cercanias do cais do porto. A Morte e a Morte de Quincas Berro d'água é uma das melhores narrativas publicadas por Jorge Amado. Veio a lume em 1958 e conquistou desde logo a admiração de quantos dela se aproximaram. Nitidamente imbricada no Realismo Mágico, mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante: Joaquim Soares da Cunha foi funcionário público, pai e marido exemplar até o dia em que se aposentou do serviço público. A partir daí, jogou tudo para o alto: família, respeitabilidade, conhecidos, amigos, tradição. Caiu na malandragem, no alcoolismo, na jogatina. Trocou a vida familiar pela convivência com as prostitutas, os bêbados, os marinheiros, os jogadores e pequenos meliantes e contraventores da ralé de Salvador. Sua sede era saciada com cachaça e seu descanso era no ombro acolhedor da prostituta. Fez-se respeitado e admirado entre seus novos companheiros de infortúnio: era o paizinho, sábio e conselheiro, sempre disposto a mais uma farra ou bebedeira. Sua opção pela bandalha representa o grito terrível do homem dominado e cerceado por preconceitos de toda sorte e que um dia rompe as amarras e grita por liberdade. Morreu solitariamente sobre uma enxerga imunda e sua morte detonou todo o processo de reconhecimento/desconhecimento por parte da família real e da família adotada. Os amigos durante o velório se embriagam e resolvem, bêbados, levar o defunto para um último "giro" pelo baixo-mundo que habitavam. O passeio passa pelos bordéis e botecos, terminando em um saveiro, onde há comida e mulheres. Vem uma tempestade e o corpo de Quincas cai ao mar. Ao renunciar à família, mudar de ambiente e de costumes, Quincas morreu pela primeira vez; na solidão de seu quartinho imundo, envolvido por farrapos e curtindo a última bebedeira, morreu pela segunda vez; ao cair ao mar, não deixando qualquer testemunho físico de sua passagem pela vida, morreu pela terceira vez. A narrativa poderichamar-se A morte e a morte e a morte de Quincas Berro d'água, acrescentando-se uma morte ao protagonista, que ficaria bem de acordo com a progressão da trama.
Sua obra explora os mais diferentes aspectos da vida baiana: a posse violenta da terra, com as conseqüências sociais terríveis, como ocorreu na colonização da zona cacaueira do Sul da Bahia, está magistralmente imortalizada em Cacau, São Jorge de Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim. Os tipos folclóricos das ladeiras de Salvador estão presentes em Tenda dos Milagres, Capitães da Areia, Mar Morto. A literatura engajada, comprometida com a ideologia política do Autor faz-se presente em Os Subterrâneos da Liberdade, O Cavaleiro da Esperança. Os perfis de mulheres extraordinárias que comovem e seduzem estão em Tieta do Agreste, Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e muitos outros... Primeiro é preciso que se tenha em mente o "descompromisso" do Autor com o registro formal culto, para se entender melhor o comentário que se faz constantemente sobre seu "estilo". Jorge Amado já se auto proclamou "um baiano romântico e sensual". É o que a crítica costuma rotular de contador de estórias. Não segue, intencionalmente, o rigor da técnica de construção literária e nem dá a mínima para as normas gramaticais e ortográficas. Incorpora, com a maior naturalidade, à língua escrita, termos e expressões típicas da língua oral e de sua Bahia idolatrada. Não espere o leitor, portanto, defrontar-se com um texto primoroso, regular, pasteurizado. Entretanto, quem se aventurar nos meandros de suas páginas, esteja preparado para o deguste de um texto saboroso e suculento que transpira a trópico, a calor, a vida. Suas histórias são tramadas sobre o povo simples e rude, numa língua que esse povo fala e entende. O texto que serve de suporte a este estudo centra-se na fixação dos tipos marginalizados para, por intermédio deles, analisar e criticar toda a sociedade. A ação dá-se, basicamente, em Salvador e gira em torno da boêmia desqualificada das cercanias do cais do porto. A Morte e a Morte de Quincas Berro d'água é uma das melhores narrativas publicadas por Jorge Amado. Veio a lume em 1958 e conquistou desde logo a admiração de quantos dela se aproximaram. Nitidamente imbricada no Realismo Mágico, mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante: Joaquim Soares da Cunha foi funcionário público, pai e marido exemplar até o dia em que se aposentou do serviço público. A partir daí, jogou tudo para o alto: família, respeitabilidade, conhecidos, amigos, tradição. Caiu na malandragem, no alcoolismo, na jogatina. Trocou a vida familiar pela convivência com as prostitutas, os bêbados, os marinheiros, os jogadores e pequenos meliantes e contraventores da ralé de Salvador. Sua sede era saciada com cachaça e seu descanso era no ombro acolhedor da prostituta. Fez-se respeitado e admirado entre seus novos companheiros de infortúnio: era o paizinho, sábio e conselheiro, sempre disposto a mais uma farra ou bebedeira. Sua opção pela bandalha representa o grito terrível do homem dominado e cerceado por preconceitos de toda sorte e que um dia rompe as amarras e grita por liberdade. Morreu solitariamente sobre uma enxerga imunda e sua morte detonou todo o processo de reconhecimento/desconhecimento por parte da família real e da família adotada. Os amigos durante o velório se embriagam e resolvem, bêbados, levar o defunto para um último "giro" pelo baixo-mundo que habitavam. O passeio passa pelos bordéis e botecos, terminando em um saveiro, onde há comida e mulheres. Vem uma tempestade e o corpo de Quincas cai ao mar. Ao renunciar à família, mudar de ambiente e de costumes, Quincas morreu pela primeira vez; na solidão de seu quartinho imundo, envolvido por farrapos e curtindo a última bebedeira, morreu pela segunda vez; ao cair ao mar, não deixando qualquer testemunho físico de sua passagem pela vida, morreu pela terceira vez. A narrativa poderichamar-se A morte e a morte e a morte de Quincas Berro d'água, acrescentando-se uma morte ao protagonista, que ficaria bem de acordo com a progressão da trama.
Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)
Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)
O retirante Severino deixa o sertão pernambucano em busca do litoral, na esperança de uma vida melhor.Entre as passagens, ele se apresenta ao leitor e diz a que vai, encontra dois homens (irmãos das almas) que carregam um defunto numa rede. Severino conversa com ambos e acontece um denúncia contra os poderosos, mandantes de crimes e sua impunidade. O rio-guia está seco e
com medo de se extraviar, sem saber para que lado corria o rio, ele vai em direção de uma cantoria e dá com um velório. As vozes cantam excelências ao defunto, enquanto do lado de fora, um homem vai parodiando as palavras dos cantadores.. Cansado da viagem, Severino pensa em interrompê-la por uns instantes e procurar trabalho. Ele se dirige a uma mulher na janela e se oferece, diz o que sabe fazer. A mulher, porém é uma rezadeira. O retirante chega então à Zona da Mata e pensa novamente em interromper a viagem. Assiste, então, ao enterro de um trabalhador do eito e escuta o que os amigos dizem do morto. Por todo o trajeto e em Recife, ele só encontra morte e compreende estar enganado com o sonho da viagem: a busca de uma vida mais longa. Ele
resolve se suicidar, como que adiantando a morte, nas águas do Capiberibe. Enquanto se prepara para o desenlace, conversa com seu José? mestre carpina, para quem uma mulher anuncia que seu filho havia nascido. Severino, então, assiste à encenação celebrativa do nascimento, como se fora um auto de Natal. Seu José tenta dissuadi-lo do suicídio. A peça é apresentada com músicas de Chico Buarque de Hollanda.
O retirante Severino deixa o sertão pernambucano em busca do litoral, na esperança de uma vida melhor.Entre as passagens, ele se apresenta ao leitor e diz a que vai, encontra dois homens (irmãos das almas) que carregam um defunto numa rede. Severino conversa com ambos e acontece um denúncia contra os poderosos, mandantes de crimes e sua impunidade. O rio-guia está seco e
com medo de se extraviar, sem saber para que lado corria o rio, ele vai em direção de uma cantoria e dá com um velório. As vozes cantam excelências ao defunto, enquanto do lado de fora, um homem vai parodiando as palavras dos cantadores.. Cansado da viagem, Severino pensa em interrompê-la por uns instantes e procurar trabalho. Ele se dirige a uma mulher na janela e se oferece, diz o que sabe fazer. A mulher, porém é uma rezadeira. O retirante chega então à Zona da Mata e pensa novamente em interromper a viagem. Assiste, então, ao enterro de um trabalhador do eito e escuta o que os amigos dizem do morto. Por todo o trajeto e em Recife, ele só encontra morte e compreende estar enganado com o sonho da viagem: a busca de uma vida mais longa. Ele
resolve se suicidar, como que adiantando a morte, nas águas do Capiberibe. Enquanto se prepara para o desenlace, conversa com seu José? mestre carpina, para quem uma mulher anuncia que seu filho havia nascido. Severino, então, assiste à encenação celebrativa do nascimento, como se fora um auto de Natal. Seu José tenta dissuadi-lo do suicídio. A peça é apresentada com músicas de Chico Buarque de Hollanda.
A Hora da Estrela (Clarice Lispector)
A Hora da Estrela (Clarice Lispector)
Rodrigo S.M., narrador onisciente, conta a história de Macabéa, personagem protagonista, vinda de Alagoas para o Rio de Janeiro, onde vivia com mais quatro colegas de quarto, além de trabalhar como datilógrafa (péssima, por sinal).
Macabéa é uma mulher comum, para quem ninguém olharia, ou melhor, a quem qualquer um desprezaria: corpo franzino, doente, feia, maus hábitos de higiene. Além disso, era alvo fácil da propaganda e da indústria cultural (para exemplificar, seu desejo maior era ser igual a Marilyn Monroe, símbolo sexual da época). Nossa personagem não sabe quem é, o que a torna incapaz de impor-se frente a qualquer um.
Começa a namorar Olímpico de Jesus, nordestino ambicioso, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo. Assim sendo, abandona-a para ficar com Glória, colega de trabalho de Macabéa; afinal, o pai dela era açougueiro, o que lhe sugeria a possibilidade de melhora financeira.
Triste, nossa personagem busca consolo na cartomante, que prevê que ela seria, finalmente, feliz... a felicidade viria do "estrangeiro".
De certa forma, é o que acontece: ao sair da casa da cartomante, Macabéa é atropelada por Hans, que dirigia um luxuoso Mercedes-Benz. Esta é a sua "hora da estrela", momento de libertação para alguém que, afinal, "vivia numa cidade toda feita contra ela".
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta, continuarei a escrever. (...) Pensar é um ato. Sentir é um fato."
Existe a necessidade constante de descobrir-se o princípio, mas o homem, limitado que é, não conhece a resposta a todas as perguntas. A personagem narradora não é diferente dos outros homens, porém, mesmo sem saber tais respostas, de uma coisa ela tem certeza e, por isso, ela afirma: "Tudo no mundo começou com um sim." É preciso dizer sim para que algo comece, por isso, ela diz "sim" a Macabéa. Alguém que forçou seu nascimento, sua saída de dentro do narrador, tornando-se a nordestina, personagem protagonista de seu romance.
É o grito do narrador que aparece no corpo de Macabéa: "Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás - descubro eu agora - também não faço a menor falta, e até o que eu escrevo um outro escreveria. Um outro escritor sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas."
Assim, ela é uma entre tantas, pois quem olharia para alguém com "corpo cariado", franzino, trajes sujos, ovários incapazes de reproduzir? Com ela o narrador identifica-se, pois ele também nada fez de especial (qualquer um escreveria o que ele escreve); teria de ser escritor, mas nunca escritora; por outro lado, não se pode esquecer de que quem escreve é Clarice Lispector, conforme se afirma na dedicatória.
Dessa forma, desencadeia-se, na primeira parte do livro, todo um processo de metalinguagem, que entrecortará a narrativa até o seu desfecho. O narrador homem - Rodrigo S. M. - tecerá reflexões sobre a posição que o escritor ocupa na sociedade, seu papel diante dela e, principalmente, sobre o processo de elaboração da escritura de sua obra
Rodrigo S.M., narrador onisciente, conta a história de Macabéa, personagem protagonista, vinda de Alagoas para o Rio de Janeiro, onde vivia com mais quatro colegas de quarto, além de trabalhar como datilógrafa (péssima, por sinal).
Macabéa é uma mulher comum, para quem ninguém olharia, ou melhor, a quem qualquer um desprezaria: corpo franzino, doente, feia, maus hábitos de higiene. Além disso, era alvo fácil da propaganda e da indústria cultural (para exemplificar, seu desejo maior era ser igual a Marilyn Monroe, símbolo sexual da época). Nossa personagem não sabe quem é, o que a torna incapaz de impor-se frente a qualquer um.
Começa a namorar Olímpico de Jesus, nordestino ambicioso, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo. Assim sendo, abandona-a para ficar com Glória, colega de trabalho de Macabéa; afinal, o pai dela era açougueiro, o que lhe sugeria a possibilidade de melhora financeira.
Triste, nossa personagem busca consolo na cartomante, que prevê que ela seria, finalmente, feliz... a felicidade viria do "estrangeiro".
De certa forma, é o que acontece: ao sair da casa da cartomante, Macabéa é atropelada por Hans, que dirigia um luxuoso Mercedes-Benz. Esta é a sua "hora da estrela", momento de libertação para alguém que, afinal, "vivia numa cidade toda feita contra ela".
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta, continuarei a escrever. (...) Pensar é um ato. Sentir é um fato."
Existe a necessidade constante de descobrir-se o princípio, mas o homem, limitado que é, não conhece a resposta a todas as perguntas. A personagem narradora não é diferente dos outros homens, porém, mesmo sem saber tais respostas, de uma coisa ela tem certeza e, por isso, ela afirma: "Tudo no mundo começou com um sim." É preciso dizer sim para que algo comece, por isso, ela diz "sim" a Macabéa. Alguém que forçou seu nascimento, sua saída de dentro do narrador, tornando-se a nordestina, personagem protagonista de seu romance.
É o grito do narrador que aparece no corpo de Macabéa: "Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás - descubro eu agora - também não faço a menor falta, e até o que eu escrevo um outro escreveria. Um outro escritor sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas."
Assim, ela é uma entre tantas, pois quem olharia para alguém com "corpo cariado", franzino, trajes sujos, ovários incapazes de reproduzir? Com ela o narrador identifica-se, pois ele também nada fez de especial (qualquer um escreveria o que ele escreve); teria de ser escritor, mas nunca escritora; por outro lado, não se pode esquecer de que quem escreve é Clarice Lispector, conforme se afirma na dedicatória.
Dessa forma, desencadeia-se, na primeira parte do livro, todo um processo de metalinguagem, que entrecortará a narrativa até o seu desfecho. O narrador homem - Rodrigo S. M. - tecerá reflexões sobre a posição que o escritor ocupa na sociedade, seu papel diante dela e, principalmente, sobre o processo de elaboração da escritura de sua obra
D. Quixote de La (Miguel de Cervantes)
D. Quixote de La Mancha (Miguel de Cervantes)
Mancha - Nome
adotado por um ingênuo senhor rural. (representa o lado espiritual,
sublime e nobre da natureza humana).
Sancho Panza -
camponês ignorante e muito leal tomado como escudeiro por D.Quixote.
(representa o lado materialista, rude e animal do ser humano).
Ambos, D.Quixote e
Sancho Panza representam a dualidade do ser, voltado para o céu e preso
à terra.
Dulcinea del Toposo
(jovem
camponesa objeto da devoção e do ideal cavalheiresco do nobre sonhador).
Rocinante -
Cavalo decrépito usado por D. Quixote em suas andanças.
Resumo:
A história mostra um
ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de
cavalaria. na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras
descritas e decide tornar-se um cavaleiro andante.
Suas viagens
sucederam-se sob a alucinação de que estava vivendo na era da cavalaria;
pessoas que encontrava nas estradas pareciam-lhe como cavaleiros em armas
, damas em apuros gigantes e monstros ; até moinhos de vento na sua
imaginação eram seres vivos. Combatendo as injustiças o personagem
enfrenta situações penosas e ridículas , mantendo porem uma figura
nobre e patética.
Ao final da Segunda
parte Dom Quixote volta à razão , renuncia aos romances de cavalaria e
morre como piedoso cristão.
Mancha - Nome
adotado por um ingênuo senhor rural. (representa o lado espiritual,
sublime e nobre da natureza humana).
Sancho Panza -
camponês ignorante e muito leal tomado como escudeiro por D.Quixote.
(representa o lado materialista, rude e animal do ser humano).
Ambos, D.Quixote e
Sancho Panza representam a dualidade do ser, voltado para o céu e preso
à terra.
Dulcinea del Toposo
(jovem
camponesa objeto da devoção e do ideal cavalheiresco do nobre sonhador).
Rocinante -
Cavalo decrépito usado por D. Quixote em suas andanças.
Resumo:
A história mostra um
ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de
cavalaria. na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras
descritas e decide tornar-se um cavaleiro andante.
Suas viagens
sucederam-se sob a alucinação de que estava vivendo na era da cavalaria;
pessoas que encontrava nas estradas pareciam-lhe como cavaleiros em armas
, damas em apuros gigantes e monstros ; até moinhos de vento na sua
imaginação eram seres vivos. Combatendo as injustiças o personagem
enfrenta situações penosas e ridículas , mantendo porem uma figura
nobre e patética.
Ao final da Segunda
parte Dom Quixote volta à razão , renuncia aos romances de cavalaria e
morre como piedoso cristão.
Memórias de Um Sargento de Milícias (Manuel A. de Almeida)
Memórias de Um Sargento de Milícias (Manuel A. de Almeida)
Em vez doas salões aristocráticos e dos ambientes sofisticados, a ação de Memórias... se passa nas ruas e casebres do Rio de Janeiro do "tempo do rei"-D. João VI.
A linguagem é coloquial, próxima da fala do povo, e teve grande aceitação entre o público. O romance retrata de modo picaresco a sociedade carioca; as festas, batizados, procissões. É o romance de costumes. A obra de Manuel Antônio de Almeida permaneceu como a mais adulta e envolvente da época. Devido a isso, é considerado como romance pré-realista, apresentando contudo vários pontos de contato com o Romantismo, como por exemplo o estilo frouxo, a linguagem descuidada e o final feliz.
O meirinho Leonardo Pataca - pai de Leonardo - conhece no navio Maria das Hortaliças. Maria, já no Brasil, é flagrada pelo marido com outro homem e foge para Portugal. Leonardinho é desprezado pelo pai e vai ser criado pelos padrinhos, o Barbeiro e a Parteira. Desde pequeno provou que não queria nada com preocupações na vida, era preguiçoso e desordeiro. A vida de Leonardo se dá na dimensão da malandragem Conhece Luisinha, moça que ele primeiro descreve como "sem graça" mas depois começa a gostar dela. Adolescente, foi viver com Vidinha e graças à sua malandragem foi preso e engajado como soldado de milícias. E tinha como chefe o terrível Major Vidigal. Ainda assim ele foi preso mais uma vez, mas contou com a sorte de ter uma senhora, ex-amante do Major Vidigal, para inteceder por ele. Além de ter sido solto, recebe uma promoção e passa a ser sargento de milícias. Por fim, ele se casa com a agora viúva Luisinha, rendendo-se ao ideal romântico - o primeiro amor.
Em vez doas salões aristocráticos e dos ambientes sofisticados, a ação de Memórias... se passa nas ruas e casebres do Rio de Janeiro do "tempo do rei"-D. João VI.
A linguagem é coloquial, próxima da fala do povo, e teve grande aceitação entre o público. O romance retrata de modo picaresco a sociedade carioca; as festas, batizados, procissões. É o romance de costumes. A obra de Manuel Antônio de Almeida permaneceu como a mais adulta e envolvente da época. Devido a isso, é considerado como romance pré-realista, apresentando contudo vários pontos de contato com o Romantismo, como por exemplo o estilo frouxo, a linguagem descuidada e o final feliz.
O meirinho Leonardo Pataca - pai de Leonardo - conhece no navio Maria das Hortaliças. Maria, já no Brasil, é flagrada pelo marido com outro homem e foge para Portugal. Leonardinho é desprezado pelo pai e vai ser criado pelos padrinhos, o Barbeiro e a Parteira. Desde pequeno provou que não queria nada com preocupações na vida, era preguiçoso e desordeiro. A vida de Leonardo se dá na dimensão da malandragem Conhece Luisinha, moça que ele primeiro descreve como "sem graça" mas depois começa a gostar dela. Adolescente, foi viver com Vidinha e graças à sua malandragem foi preso e engajado como soldado de milícias. E tinha como chefe o terrível Major Vidigal. Ainda assim ele foi preso mais uma vez, mas contou com a sorte de ter uma senhora, ex-amante do Major Vidigal, para inteceder por ele. Além de ter sido solto, recebe uma promoção e passa a ser sargento de milícias. Por fim, ele se casa com a agora viúva Luisinha, rendendo-se ao ideal romântico - o primeiro amor.
O Alienista (Machado de Assis)
O Alienista (Machado de Assis)
O Doutor Simão Bacamarte, cientista de nomeada, monta, em Itaguaí, um hospício, a Casa Verde, onde pretende executar seus projetos científicos. Pretende separar o reino da loucura do reino do perfeito juízo, mas a confusão em que ambas se misturam acaba aborrecendo o Doutor, que, para levar a efeito a seleção dos loucos, tem que saber o que é a normalidade. Assim, qualquer desvio do que era o comportamento médio, a aparência pública, qualquer movimento interior, que diferisse da norma da maioria era objeto de internação. O hospício é a Casa do Poder, e Machado de Assis sabia disso muito antes da antipsiquiatria de Lacan e das teses de Foucould.
No início, o projeto do Dr. Simão Bacamarte é bem recebido pela população de Itaguaí, mas a aprovação cessa quando o médico passa a recolher na Casa Verde, pessoas em cuja loucura a população não acredita. O barbeiro Porfírio lidera uma rebelião contra o hospício que é sufocada.
Numa primeira etapa, são internados os que, embora manifestassem hábitos ou atitudes discutíveis, eram tolerados pela sociedade: os politicamente volúveis, os sem opiniões próprias, os mentirosos, os falastrões, os poetas que viviam escrevendo versos empolados, os vaidosos, etc.
Para pasmo geral dos habitantes de ltaguaí, Simão Bacamarte, um dia, solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc.
A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as "virtudes", o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade. Declara curados todos os loucos, solta-os todos e, reconhecendo-se como o único louco irremediável, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois
O Doutor Simão Bacamarte, cientista de nomeada, monta, em Itaguaí, um hospício, a Casa Verde, onde pretende executar seus projetos científicos. Pretende separar o reino da loucura do reino do perfeito juízo, mas a confusão em que ambas se misturam acaba aborrecendo o Doutor, que, para levar a efeito a seleção dos loucos, tem que saber o que é a normalidade. Assim, qualquer desvio do que era o comportamento médio, a aparência pública, qualquer movimento interior, que diferisse da norma da maioria era objeto de internação. O hospício é a Casa do Poder, e Machado de Assis sabia disso muito antes da antipsiquiatria de Lacan e das teses de Foucould.
No início, o projeto do Dr. Simão Bacamarte é bem recebido pela população de Itaguaí, mas a aprovação cessa quando o médico passa a recolher na Casa Verde, pessoas em cuja loucura a população não acredita. O barbeiro Porfírio lidera uma rebelião contra o hospício que é sufocada.
Numa primeira etapa, são internados os que, embora manifestassem hábitos ou atitudes discutíveis, eram tolerados pela sociedade: os politicamente volúveis, os sem opiniões próprias, os mentirosos, os falastrões, os poetas que viviam escrevendo versos empolados, os vaidosos, etc.
Para pasmo geral dos habitantes de ltaguaí, Simão Bacamarte, um dia, solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc.
A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as "virtudes", o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade. Declara curados todos os loucos, solta-os todos e, reconhecendo-se como o único louco irremediável, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois
Quincas Borba (Machado de Assis)
Quincas Borba (Machado de Assis)
A História gira em torno da vida de Rubião, amigo e enfermeiro particular do filósofo Quincas Borba (maruja em "MP de BC"-1881). Quincas Borba vivia em Barbacena e era muito rico, e ao morrer deixa ao amigo toda a sua fortuna herdada de seu último parente.Trocando a pacata vida provinciana pela agitação da corte, Rubião muda-se para o Rio de Janeiro, após a morte de seu amigo, causado por infecção pulmonar.Leva consigo o cão, também chamado de Quincas Borba, que pertencera ao filósofo e do qual deveria cuidar sob a pena de perder a herança.Durante a viagem de trem para o Rio de Janeiro, Rubião conhece o casal Sofia e Palha, que logo percebem estar diante de um rico e ingênuo provinciano.Atraído pela amabilidade do casal e, sobretudo, pela beleza de Sofia, Rubião passa freqüentar a casa deles, confiando cegamente no novo amigo.
A História gira em torno da vida de Rubião, amigo e enfermeiro particular do filósofo Quincas Borba (maruja em "MP de BC"-1881). Quincas Borba vivia em Barbacena e era muito rico, e ao morrer deixa ao amigo toda a sua fortuna herdada de seu último parente.Trocando a pacata vida provinciana pela agitação da corte, Rubião muda-se para o Rio de Janeiro, após a morte de seu amigo, causado por infecção pulmonar.Leva consigo o cão, também chamado de Quincas Borba, que pertencera ao filósofo e do qual deveria cuidar sob a pena de perder a herança.Durante a viagem de trem para o Rio de Janeiro, Rubião conhece o casal Sofia e Palha, que logo percebem estar diante de um rico e ingênuo provinciano.Atraído pela amabilidade do casal e, sobretudo, pela beleza de Sofia, Rubião passa freqüentar a casa deles, confiando cegamente no novo amigo.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Uma das melhores obras da Literatura Nacional. Imortal, como o autor. Narrado em primeira pessoa, logo a princípio, surpreende-nos quando o autor dedica morbidamente o livro ao verme que primeiro roer as carnes frias do meu corpo.Romance transcende sua época e descobre-se, logo ao primeiro capítulo, que o narrador está morto, visto descrever em tons acinzentado seu próprio cortejo fúnebre.Livre da condição de vivo, o autor pode com sarcasmo irônico desnudar a insensatez e hipocrisia que povoam a sociedade. O livro permanece atual, pois tais elementos ainda não foram revogados pela modernidade.Personagens interessantes nos são apresentados por esta radiografia psicológica de uma época:>>> Marcela, cortesã espanhola, amor juvenil, que durou 15 meses e 11 contos de réis.>>> Quincas Borba, filósofo maluco, figura notável, que toma-lhe emprestado um relógio, sem o dizer. Após herdar uma fortuna, devolve-lhe o relógio mas acaba seus dias em completa alucinação.>>> Seu pai que desejava encaminha-lo para a política, o que de fato sucedeu-se, tornou-se um deputado sem o menor brilho, enviou-o à Europa ao saber do envolvimento com Marcela e com os gastos que fazia. Torna-se um aluno pouco afeito aos estudos.>>> Um ponto apimentado da obra foi seu romance secreto com Virgília, esposa do amigo Lobo Neves. O filho que ela esperava era de Brás Cubas, porém morre antes de nascer, uma maldição que separa os amantes.>>> Sua irmã Sabina arranja-lhe uma noiva, Eulália, que morre por uma epidemia.>>> Tio João é o seu preferido, mima-o desde criança e ensina-lhe anedotas e malícias.> Destaca-se o Cap. XI ? O menino é o pai do Homem, o qual criou um verdadeiro axioma, digno de teses e tratados literários, filosóficos e psicológicos. Foi no contexto familiar que justifica o adulto excêntrico que tornar-se-ia, encontrando no ninho doméstico as origens de sua ótica a respeito da vida.Pessimista, Brás Cubas desenvolve seus pensamentos de modo aleatório, o que torna a leitura interessante, longe de ser incompreensível.O leitor é convidado a julgar os acontecimentos e fatos narrados, dentro de um contexto irônico, mórbido, lúcido e cativante.Brás Cubas não se polpa à autocrítica mordaz. Considera-se um derrotado, um perdedor. Tentou criar um emplasto, como obra final, para aliviar as dores da humanidade. Morre de pneumonia contraída ao sair de casa para patentear o invento. O burguês sofre inúmeras derrotas e dissabores na vida, uma crítica aos ideais da época que condicionavam a luta vã pelo sucesso e o apego às aparências.Em sua reflexão final, repleta de ironia, afirma que sua maior glória foi não possuir filhos e não ter transmitido a nenhuma criatura o legado da sua miséria.Longe de ser deprimente, ao que tudo sugere, a obra demonstra um humor refinado e apurado, conduzindo o leitor a reflexões que podem ensina-lo a valorizar a própria vida.Uma obra IMPERDÍVEL !!!
Uma das melhores obras da Literatura Nacional. Imortal, como o autor. Narrado em primeira pessoa, logo a princípio, surpreende-nos quando o autor dedica morbidamente o livro ao verme que primeiro roer as carnes frias do meu corpo.Romance transcende sua época e descobre-se, logo ao primeiro capítulo, que o narrador está morto, visto descrever em tons acinzentado seu próprio cortejo fúnebre.Livre da condição de vivo, o autor pode com sarcasmo irônico desnudar a insensatez e hipocrisia que povoam a sociedade. O livro permanece atual, pois tais elementos ainda não foram revogados pela modernidade.Personagens interessantes nos são apresentados por esta radiografia psicológica de uma época:>>> Marcela, cortesã espanhola, amor juvenil, que durou 15 meses e 11 contos de réis.>>> Quincas Borba, filósofo maluco, figura notável, que toma-lhe emprestado um relógio, sem o dizer. Após herdar uma fortuna, devolve-lhe o relógio mas acaba seus dias em completa alucinação.>>> Seu pai que desejava encaminha-lo para a política, o que de fato sucedeu-se, tornou-se um deputado sem o menor brilho, enviou-o à Europa ao saber do envolvimento com Marcela e com os gastos que fazia. Torna-se um aluno pouco afeito aos estudos.>>> Um ponto apimentado da obra foi seu romance secreto com Virgília, esposa do amigo Lobo Neves. O filho que ela esperava era de Brás Cubas, porém morre antes de nascer, uma maldição que separa os amantes.>>> Sua irmã Sabina arranja-lhe uma noiva, Eulália, que morre por uma epidemia.>>> Tio João é o seu preferido, mima-o desde criança e ensina-lhe anedotas e malícias.> Destaca-se o Cap. XI ? O menino é o pai do Homem, o qual criou um verdadeiro axioma, digno de teses e tratados literários, filosóficos e psicológicos. Foi no contexto familiar que justifica o adulto excêntrico que tornar-se-ia, encontrando no ninho doméstico as origens de sua ótica a respeito da vida.Pessimista, Brás Cubas desenvolve seus pensamentos de modo aleatório, o que torna a leitura interessante, longe de ser incompreensível.O leitor é convidado a julgar os acontecimentos e fatos narrados, dentro de um contexto irônico, mórbido, lúcido e cativante.Brás Cubas não se polpa à autocrítica mordaz. Considera-se um derrotado, um perdedor. Tentou criar um emplasto, como obra final, para aliviar as dores da humanidade. Morre de pneumonia contraída ao sair de casa para patentear o invento. O burguês sofre inúmeras derrotas e dissabores na vida, uma crítica aos ideais da época que condicionavam a luta vã pelo sucesso e o apego às aparências.Em sua reflexão final, repleta de ironia, afirma que sua maior glória foi não possuir filhos e não ter transmitido a nenhuma criatura o legado da sua miséria.Longe de ser deprimente, ao que tudo sugere, a obra demonstra um humor refinado e apurado, conduzindo o leitor a reflexões que podem ensina-lo a valorizar a própria vida.Uma obra IMPERDÍVEL !!!
Dom Casmurro (Machado de Assis)
Dom Casmurro (Machado de Assis)
Dom Casmurro Bentinho, chamado de Dom Casmurro por um rapaz deseu bairro, decide atar as duas pontas de sua vida . A partir daí, inicia acontar sua história (importante salientar esse detalhe !!!! É Bentinho que nosnarra sua vida).Morando em Matacavalos com sua mãe Dona. Glória,viúva , José Dias o agregado, Tio Cosme advogado e viúvo e prima Justina(viúva) , Bentinho possuía uma vizinha que conviveu como"irmã-namorada" dele , Capitolina - a Capitu . Seu projeto de vidaera claro, sua mãe havia feito uma promessa, em que Bentinho iria paraum seminário e tornar-se-ia um padre . Cumprindo a promessa Bentinho vai para oseminário, mas sempre desejando sair, pois se tornando padre não poderia casarcom Capitu . José Dias, que sempre foi contra ao namoro dos dois, é quemconsegue retirar Bentinho do seminário, convencendo Dona Glória que o jovem deveriair estudar no exterior, José Dias era fascinado por direito e pelos estudos noexterior. Quando retorna do exterior, Bentinho consegue casar com Capitu edesde os tempos de seminário havia fundamentado amizade com Escobar que agoraestava casado e sempre foi o amigo íntimo do casal. Nasce o filho de Capitu,Ezequiel. Escobar, o amigo íntimo, falece e durante o seu velório Bentinho percebeque Capitu não chorava, mas aguçava um sentimento fortíssimo. A partir dessemomento começa o drama de Bentinho. Ele percebe que o seu filho (?) era a carade Escobar e ele já havia encontrado, às vezes, Capitu e Escobar sozinhos emsua casa. Embora confiasse no amigo, que era casado e tinha até filha, odesespero de Bentinho é imenso. Vão para Europa e Bentinho depois de um tempovolta para o Brasil . Capitu escreve-lhe cartas, a essa altura, a mãe deBentinho já havia morrido, assim como José Dias. Ezequiel um dia vem visitar opai e conta da morte da mãe. Pouco tempo depois, Ezequiel também morre, mas aúnica coisa que não morre no romance é Bentinho e sua dúvida .Análise num pequeno comentário :Os olhos oblíquos e dissimulados de Capitudemonstram as duas pontas da história da vida de Bentinho: seu primeiro beijona amada ocorre mediante a percepção daqueles belíssimos olhos de ressaca e seudrama é, justamente, a percepção no velório dos mesmos olhos de Capitu. Ainfância coligada com Capitu também contribui para a afirmação de Bentinho,pois ela sempre esteve com o espírito de dissimulação que o deixava abismadonos momentos que ela conseguia enganar o próprio pai , o velho Pádua.Dom Casmurro é um livro complexo e cada leituraorigina uma nova interpretação. Segundo Fábio Lucas, prefacionista de uma dasedições de Dom Casmurro: "É a triangulação ideal que traduz a certeza deuma consciência conturbada , a de Bentinho (cujo nome - Bento Santiago - Santorepresenta Bem e Iago no drama Othello é a consciência perversa, ou seja, afusão entra o bem e o mal), e resulta, para o destinatário de seu discursomesclado de objetividade e de ressentimento (subjetivismo), numa ambigüidadeinsolúvel".Machadode Assis faz em Dom Casmurro um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria umnarrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não conseguedecidir-se se ele está mentindo ou não.. E aquela famosa pergunta que é a trilogia doromance, não só entre os brasileiros, mas também como os estudiosos do livro deoutros países: Teria sido Capitu culpada de adultério?
Dom Casmurro Bentinho, chamado de Dom Casmurro por um rapaz deseu bairro, decide atar as duas pontas de sua vida . A partir daí, inicia acontar sua história (importante salientar esse detalhe !!!! É Bentinho que nosnarra sua vida).Morando em Matacavalos com sua mãe Dona. Glória,viúva , José Dias o agregado, Tio Cosme advogado e viúvo e prima Justina(viúva) , Bentinho possuía uma vizinha que conviveu como"irmã-namorada" dele , Capitolina - a Capitu . Seu projeto de vidaera claro, sua mãe havia feito uma promessa, em que Bentinho iria paraum seminário e tornar-se-ia um padre . Cumprindo a promessa Bentinho vai para oseminário, mas sempre desejando sair, pois se tornando padre não poderia casarcom Capitu . José Dias, que sempre foi contra ao namoro dos dois, é quemconsegue retirar Bentinho do seminário, convencendo Dona Glória que o jovem deveriair estudar no exterior, José Dias era fascinado por direito e pelos estudos noexterior. Quando retorna do exterior, Bentinho consegue casar com Capitu edesde os tempos de seminário havia fundamentado amizade com Escobar que agoraestava casado e sempre foi o amigo íntimo do casal. Nasce o filho de Capitu,Ezequiel. Escobar, o amigo íntimo, falece e durante o seu velório Bentinho percebeque Capitu não chorava, mas aguçava um sentimento fortíssimo. A partir dessemomento começa o drama de Bentinho. Ele percebe que o seu filho (?) era a carade Escobar e ele já havia encontrado, às vezes, Capitu e Escobar sozinhos emsua casa. Embora confiasse no amigo, que era casado e tinha até filha, odesespero de Bentinho é imenso. Vão para Europa e Bentinho depois de um tempovolta para o Brasil . Capitu escreve-lhe cartas, a essa altura, a mãe deBentinho já havia morrido, assim como José Dias. Ezequiel um dia vem visitar opai e conta da morte da mãe. Pouco tempo depois, Ezequiel também morre, mas aúnica coisa que não morre no romance é Bentinho e sua dúvida .Análise num pequeno comentário :Os olhos oblíquos e dissimulados de Capitudemonstram as duas pontas da história da vida de Bentinho: seu primeiro beijona amada ocorre mediante a percepção daqueles belíssimos olhos de ressaca e seudrama é, justamente, a percepção no velório dos mesmos olhos de Capitu. Ainfância coligada com Capitu também contribui para a afirmação de Bentinho,pois ela sempre esteve com o espírito de dissimulação que o deixava abismadonos momentos que ela conseguia enganar o próprio pai , o velho Pádua.Dom Casmurro é um livro complexo e cada leituraorigina uma nova interpretação. Segundo Fábio Lucas, prefacionista de uma dasedições de Dom Casmurro: "É a triangulação ideal que traduz a certeza deuma consciência conturbada , a de Bentinho (cujo nome - Bento Santiago - Santorepresenta Bem e Iago no drama Othello é a consciência perversa, ou seja, afusão entra o bem e o mal), e resulta, para o destinatário de seu discursomesclado de objetividade e de ressentimento (subjetivismo), numa ambigüidadeinsolúvel".Machadode Assis faz em Dom Casmurro um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria umnarrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não conseguedecidir-se se ele está mentindo ou não.. E aquela famosa pergunta que é a trilogia doromance, não só entre os brasileiros, mas também como os estudiosos do livro deoutros países: Teria sido Capitu culpada de adultério?
Macunaíma (Mário de Andrade)
Manucaíma (Mário de Andrade
Rapsódia escrita em 1926 e publicada em 1928 traz uma variedade de motivos populares que Mário de Andrade juntou de acordo com as afinidades existentes entre eles. Trata-se de uma espécie de "coquetel" do folclórico e do popular do Brasil. Mário de Andrade mistura o maravilhoso e o sobre-humano ao retratar as façanhas de um herói que não apresenta rigorosos referenciais espaço-temporais? Macunaíma é o representante de todas as épocas e de todos os espaços brasileiros. Macunaíma, que leva o subtítulo de "herói sem nenhum caráter", é também o nome do personagem central, um herói ameríndio que trai e é traído, que é preguiçoso, indolente, mas esperto e matreiro, individualista e dúbio.
Destituído da auréola idealizada dos românticos, Macunaíma é o índio moderno, múltiplo e contraditório. Nasce na selva, filho de uma índia tapanhumas, fala tardiamente e só anda quando ouve o som do dinheiro. Vira príncipe e trai o irmão Jiguê ao brincar com as cunhadas, primeiro Sofará e depois Iriqui. Vira homem e mata a mãe, enganado por Anhangá. Casa-se com Ci, a mãe do mato, guerreira amazonas da tribo das Icamiabas. Macunaíma torna-se o Imperador do Mato Virgem. Após seis meses, tem um filho. A criança morre, transformando-se em planta do guaraná. Ci, cansada e desiludida, vira a estrela Beta da Constelação Centauro. Antes de morrer, porém, Ci deixa ao esposo a muiraquitã, uma pedra talismã que lhe daria a garantia de felicidade.
Mas o herói perde a pedra que acaba nas mãos do rico comerciante peruano Venceslau Pietro Pietra, colecionador de pedras em São Paulo. Em companhia de seus dois irmãos ? Maanape e Jiguê ? Vem para São Paulo a fim de reconquistar a pedra, que simboliza seu próprio ideal. Porém, Venceslau, que está disfarçado de comerciante, é na verdade o gigante Piaimã, comedor de gente; por isso, as investidas de Macunaíma contra ele não dão resultado. Só depois de apelar para a macumba Macunaíma consegue derrotar o gigante. Reconquistada a pedra, Macunaíma retorna ao Amazonas e se deixa atrair pela Iara, perdendo definitivamente a pedra. Como já não vê mais graça no mundo, vai para o céu, onde se transforma em estrela da Constelação Ursa Maior, ficando relegado ao brilho inútil das estrelas.
Rapsódia escrita em 1926 e publicada em 1928 traz uma variedade de motivos populares que Mário de Andrade juntou de acordo com as afinidades existentes entre eles. Trata-se de uma espécie de "coquetel" do folclórico e do popular do Brasil. Mário de Andrade mistura o maravilhoso e o sobre-humano ao retratar as façanhas de um herói que não apresenta rigorosos referenciais espaço-temporais? Macunaíma é o representante de todas as épocas e de todos os espaços brasileiros. Macunaíma, que leva o subtítulo de "herói sem nenhum caráter", é também o nome do personagem central, um herói ameríndio que trai e é traído, que é preguiçoso, indolente, mas esperto e matreiro, individualista e dúbio.
Destituído da auréola idealizada dos românticos, Macunaíma é o índio moderno, múltiplo e contraditório. Nasce na selva, filho de uma índia tapanhumas, fala tardiamente e só anda quando ouve o som do dinheiro. Vira príncipe e trai o irmão Jiguê ao brincar com as cunhadas, primeiro Sofará e depois Iriqui. Vira homem e mata a mãe, enganado por Anhangá. Casa-se com Ci, a mãe do mato, guerreira amazonas da tribo das Icamiabas. Macunaíma torna-se o Imperador do Mato Virgem. Após seis meses, tem um filho. A criança morre, transformando-se em planta do guaraná. Ci, cansada e desiludida, vira a estrela Beta da Constelação Centauro. Antes de morrer, porém, Ci deixa ao esposo a muiraquitã, uma pedra talismã que lhe daria a garantia de felicidade.
Mas o herói perde a pedra que acaba nas mãos do rico comerciante peruano Venceslau Pietro Pietra, colecionador de pedras em São Paulo. Em companhia de seus dois irmãos ? Maanape e Jiguê ? Vem para São Paulo a fim de reconquistar a pedra, que simboliza seu próprio ideal. Porém, Venceslau, que está disfarçado de comerciante, é na verdade o gigante Piaimã, comedor de gente; por isso, as investidas de Macunaíma contra ele não dão resultado. Só depois de apelar para a macumba Macunaíma consegue derrotar o gigante. Reconquistada a pedra, Macunaíma retorna ao Amazonas e se deixa atrair pela Iara, perdendo definitivamente a pedra. Como já não vê mais graça no mundo, vai para o céu, onde se transforma em estrela da Constelação Ursa Maior, ficando relegado ao brilho inútil das estrelas.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Lavoisier
Newton

Isaac Newton nasceu em Londres, no ano de 1643, e viveu até o ano de 1727. Cientista, químico, físico, mecânico e matemático, trabalhou junto com Leibniz na elaboração do cálculo infinitesimal. Durante sua trajetória, ele descobriu várias leis da física, entre elas, a lei da gravidade.
Quando perguntado como havia feito suas grandes descobertas? Ele respondeu: pensando sempre nelas, mantendo a dúvida constantemente próxima do meu cotidiano e esperando que os clarões da alvorada se transformem pouco a pouco em plena luz.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Jean Piaget
Piaget diz "Há uma lógica no erro" e cabe a todos nós educadores tentar descobrir e encontrar essa lógica para que num trabalho sistemático e intencional possamos direcionar nossos alunos a um patamar cognitivo significativo e promissor. O equívoco, a formulação de hipóteses e consequentemente a dúvida fazem parte do processo de aprender.
O Prazer de Ensinar
Uns são homens.
Alguns são professores.
Poucos são mestres.
Aos primeiros respeita-se.
Aos segundos escuta-se.
Aos terceiros segui-se.
(autor desonhecido)
domingo, 4 de abril de 2010
Vídeo Motivacional
O mundo moderno, requer gestores, professores e alunos diferentes, não propomos acabar com a escola mas reinventá-la, para que possamos formar alunos tão sofisticados e atuais quanto os recursos tecnológicos que dispomos.
Bíblico: "Salmo 90"
1. Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente,
2. dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio.
3.É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
4.Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
5.Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
6.nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
7.Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
8.Porém verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
9.porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
10.Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
11.porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
12.Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
13.Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
14.Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
15.Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
16.Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.
2. dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio.
3.É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
4.Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
5.Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
6.nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
7.Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
8.Porém verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
9.porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
10.Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
11.porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
12.Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
13.Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
14.Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
15.Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
16.Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.
A Motivação da Minha Vida
Educação e Tecnologia
“É importante ter em mente que design didático é um conceito construído a partir do conhecimento científico sobre as teorias de aprendizagem e do conhecimento prático ou experiência de desenvolvimento de projetos”.
Os pré-requisitos básicos a atividade pedagógica e seu novo modelo didático encontram-se em clara e precisa remontagem, isso devido a um verdadeiro arsenal midiático a disposição do processo de ensinar e aprender, o que exige de seus profissionais um conhecimento conciso de cada recurso tecnológico que privilegie a aquisição de habilidades necessárias para a busca, a seleção das informações e principalmente para a construção do conhecimento.
A eficácia em termos cognitivos no cotidiano escolar está totalmente atrelada ao planejamento e a intencionalidade do que se quer atingir, Luckesi reforça a importância do planejamento escolar quando afirma que agir de modo planejado significa “estabelecer fins e construí-los por meio de uma ação intencional”.
Enfim, acredito que o que limita o crescimento das pessoas e principalmente do sistema educacional é a previsibilidade, a rotina, e o trabalho de termos abstratos ao extremo, é necessário quebrar os bloqueios mentais, fazendo com que a criatividade e o novo se manifestem.
1º A e 3º A (Avaliação do Seminário)
Queridos alunos do 1º e 3º Formação A, este espaço é todo de vocês, por favor avaliem criticamente nosso seminário, abordem os pontos positivos, negativos e apontem sugestões de melhorias. Lembrem-se nosso único foco é o desencadear de um ensino de qualidade, cadaz vez mais eficaz e envolvente e menos previsísivel e enfadonho. Com carinho a todos um vídeo super motivacional..........
Um Pouco de Vygotsky
Vygotsky diz na ZPD (Zona Proximal de Desenvolvimento) “As escolas pecam ora porque propõem atividades fora dos limites da ZPD (conceitos e exigências abstratos demais) ora porque não levam em conta sua existência (como no caso do ensino baseado apenas em materiais concretos e na espera de que a criança esteja pronta para aprender conteúdos mais sofisticados”.
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